Texto: Jean Tossin
Foto: Valdir Silva
Em sua quinta edição, o projeto “EntreMundos – Mundo da Leitura, Leitura do Mundo” apresentará obras do autor alemão W. G. Sebald e do japonês Yasunari Kawabata. As palavras destes escritores do século 20 poderão ser ouvidas a partir das 20h de quarta-feira, 6 de julho, na CAIXA Cultural.
Flávio Stein, responsável pela direção desta edição, comenta que a escolha de dois autores relativamente desconhecidos do grande público faz parte de um dos objetivos do projeto: apresentar escritores que, apesar de serem reconhecidos pela crítica especializada, são pouco difundidos pela grande mídia. Na leitura, os textos serão acompanhados por intervenções sonoras do violoncelista Thomas Jucksch. “O violoncelo traz densidade. Ele fará parte da narrativa, vai se ‘infiltrar’ nas histórias. Terá, com certeza, um papel intenso na leitura e será capaz de aproximar os autores ao mesmo tempo em que particularizará as suas diferenças”, explica Flávio.
As leituras serão feitas pelos atores Mauro Zanatta e Leandro Daniel Colombo. Depois de ouvir os textos, o público poderá acompanhar e participar de um debate mediado pelo professor da Universidade Federal do Paraná, Paulo Soethe. A conversa abordará assuntos relacionados aos autores, aos livros, aos leitores, à música e tudo mais que o evento abrange.
De Yasunari Kawabata, serão lidos trechos do livro “Contos da Palma da Mão”, que faz jus ao título e apresenta textos curtos. Já de Sebald, foi escolhido apenas um longo conto do livro “Os Emigrantes”. Apesar de os autores tratarem de temas distintos, ambos acabam tendo como ponto em comum a delicadeza e a simplicidade para narrar eventos da vida e cotidiano.
“Kawabata parte de eventos mínimos, transitando pela fronteira entre o real e o imaginário, mas sempre falando de sentimentos muito profundos. No caso do alemão, os detalhes pertencem apenas à história de uma personagem. Mas como ele narra toda a sua vida, é possível viajar no tempo e no espaço – neste caso, estritamente real. Enquanto o primeiro apresenta fragmentos, o outro mostra uma vida inteira, mistura de memórias e de história”, conta Flávio Stein.
Nenhum comentário:
Postar um comentário